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7 alimentos comuns no Brasil que são proibidos no Japão — e você provavelmente come todos

Produtos que fazem parte da mesa dos brasileiros estão na lista de itens proibidos no Japão. E os motivos variam de questões sanitárias até choques culturais

leite sendo colocado no copo
(Foto: Freepik)

Quem viaja para o Japão pode se surpreender logo de cara com uma regra pouco conhecida. Vários alimentos que são comuns no Brasil estão simplesmente proibidos no território japonês, e a entrada deles no país pode gerar advertência, apreensão ou até multa.

A lista inclui itens do dia a dia, que fazem parte do cardápio de milhões de brasileiros. Mas no Japão, esses mesmos alimentos entram na categoria de produtos de risco sanitário, de restrição biológica ou de choque cultural com a legislação local.

E o mais curioso é que boa parte dessas proibições não tem relação com higiene, e sim com diferenças de regulamentação entre os dois países.

A seguir, veja quais são os 7 principais alimentos proibidos e por que o Japão barra cada um deles.

1. Carne suína crua ou embutidos caseiros

O Japão tem leis rígidas quanto à importação e consumo de carne suína. Linguiças artesanais, carne de porco crua, torresmo fresco ou produtos não industrializados são proibidos.

O motivo é o risco de transmissão de vírus como o da peste suína africana, mesmo que os produtos venham embalados.

2. Leite e derivados não industrializados

Não adianta tentar levar aquele requeijão caseiro ou queijo de fazenda na mala. O Japão não permite a entrada de derivados de leite que não tenham origem industrial e certificação internacional.

Produtos perecíveis sem rastreabilidade são tratados como ameaça sanitária.

3. Castanhas e nozes sem casca, embaladas a vácuo

Pode parecer inofensivo, mas algumas oleaginosas brasileiras entram na lista de risco de contaminação por fungos, como a aflatoxina. A entrada de castanhas-do-pará ou amendoim sem controle específico é proibida.

Mesmo embalados, esses produtos precisam seguir normas sanitárias específicas para entrar no país.

4. Farinhas e grãos não certificados

O Japão veta a entrada de farinha de mandioca, polvilho, grãos crus ou temperos moídos que não tenham selo internacional. O receio é que o produto traga larvas, fungos ou elementos que afetem a agricultura local.

Isso vale até para produtos industrializados, caso não estejam regulamentados.

5. Frutas frescas sem autorização fitossanitária

Você não pode entrar no Japão com goiaba, manga, caju ou qualquer fruta que não tenha certificação de inspeção vegetal. A justificativa é o risco de pragas que podem contaminar plantações nativas.

Se for flagrado com uma fruta não autorizada, o item é descartado imediatamente no aeroporto.

6. Feijão cru e sementes brasileiras

Feijão carioca, preto ou sementes trazidas do Brasil estão na lista de proibição. Isso porque o Japão trata sementes como possíveis vetores de doenças e contaminação do solo agrícola.

Até mesmo quem tenta levar como presente para familiares pode ser impedido de entrar com esses itens.

7. Pimenta brasileira em conserva ou in natura

A pimenta, em qualquer versão que não seja industrial e autorizada, está na lista de alimentos bloqueados. O Japão tem regras rígidas sobre especiarias frescas que contêm água, por serem consideradas produtos vivos e propensos à proliferação de bactérias.

Mas o que acontece se alguém tentar entrar com esses produtos?

A punição pode ser mais séria do que muita gente imagina

Ao tentar entrar no Japão com alimentos proibidos, a pessoa pode ter a mala revistada, o item descartado e ainda receber advertência formal. Em casos de reincidência ou transporte de grandes quantidades, a lei permite aplicar multas e até deportação.

Os aeroportos japoneses são equipados com raio-x específico para detectar produtos agrícolas, carnes e alimentos não declarados. E a fiscalização é levada a sério.

Por isso, antes de embarcar, vale conferir a lista oficial de restrições alimentares. O que é comum na sua rotina pode ser tratado como uma infração grave do outro lado do mundo.

Veja outras proibições e regras internacionais no perfil @todasasnoticiasbr

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