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Tecnologia

Substituição de professores por Inteligência Artificial já é uma realidade

Pesquisadora analisa cenário de mudança no modelo educacional

Foto: Reprodução

A inteligência artificial já está ocupando o espaço dos professores em algumas escolas do mundo — e levantando dilemas urgentes sobre o futuro da educação.

A pesquisadora Jullena Normando, doutoranda em Comunicação pela UFG e Universidade da Califórnia (San Diego), analisa os impactos desse avanço e faz um alerta: “A IA pode até simular atenção, mas não sente, não sofre, não sonha. Se o que está em jogo é a formação de sujeitos conscientes, isso exige encontro, presença e responsabilidade afetiva.”

No Texas, a Alpha School desenvolveu um modelo educacional inovador ao substituir o ensino tradicional por um sistema personalizado baseado em inteligência artificial. Em vez de professores em sala, os alunos aprendem com tutores virtuais que adaptam conteúdos e atividades conforme o desempenho individual.

Desafios e preocupação

O sucesso da Alpha School trouxe de volta à pauta o debate sobre o futuro da educação diante do avanço acelerado das tecnologias. Enquanto alguns especialistas demonstram cautela, alertando que o uso intensivo da inteligência artificial pode enfraquecer o papel do professor e criar alunos excessivamente dependentes das máquinas, outros enxergam um cenário promissor. Para esses, a chave está na integração equilibrada entre a IA e as práticas pedagógicas tradicionais, potencializando o aprendizado sem abrir mão da mediação humana.

A pesquisadora em Comunicação e Inteligência Artificial, Jullena Normando considera que a IA é uma grande aliada para o ensino, ela ajuda a otimizar e personalizar o aprendizado para cada aluno, mas não consegue suprir tudo o que um professor ensina. Ela explica, “o vínculo entre professor e aluno é espaço de humanização..”

Outro ponto que gera inquietação em relação ao futuro da educação é o temor de que a IA substitua os professores, colocando em risco a própria existência da profissão.

No entanto, a pesquisadora analisa que “a IA pode assumir funções operacionais, administrativas e até algumas mediações técnicas da aprendizagem. Mas o professor, entendido como sujeito político, mediador cultural e formador crítico, continua sendo essencial.”

“Isso não significa, porém, que devemos ter medo da IA na Educação ou sermos avessos às evoluções tecnológicas, mesmo porque elas são inevitáveis e irreversíveis. Desde que o papel do professor seja reconhecido como insubstituível na dimensão crítica, ética e formadora da educação.” Jullena Normando

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