A mansão de Hebe Camargo no Morumbi, bairro nobre de São Paulo, é um retrato de como o tempo pode transformar símbolos de luxo em ruínas.
Construída nos anos 1970, a residência foi palco de festas históricas, encontros com artistas, políticos e empresários.
Hoje, o imóvel está em processo de leilão judicial, acumula dívidas de mais de R$ 1,5 milhão em IPTU e já começa a ser demolido para dar espaço a um condomínio de luxo.

Fachada da mansão de Hebe antes do abandono
A era de ouro: glamour e hospitalidade
Durante décadas, a mansão foi cartão de visitas de Hebe. Localizada em um terreno de mais de 2.200 m², com 962 m² de área construída, a residência tinha piscina, jardins imensos e salões espaçosos.
Hebe fazia questão de abrir as portas para jantares, confraternizações e encontros marcados por risadas, música e política.

Detalhe de uma das elegantes salas de espera da mansão
Era comum que personalidades da televisão, como Silvio Santos, além de músicos e políticos, cruzassem o portão da casa para encontros que se tornaram lendários.
A mansão não era apenas um lar: era uma extensão do palco de Hebe, um lugar onde sua alegria e seu estilo se manifestavam fora das câmeras.
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O início da decadência
Com a morte da apresentadora em 2012, a casa perdeu o brilho. Aos poucos, sem a presença vibrante de Hebe, os salões se esvaziaram.
O filho, Marcello Camargo, afirmou em entrevistas que não manteve apego ao imóvel: “perdeu o sentido sem minha mãe”, disse.

Fachada abandonada da mansão, tomada pelo lodo e já caindo aos pedaços
Sem manutenção adequada, o imóvel começou a apresentar rachaduras, infiltrações e sinais de abandono. A piscina ficou tomada por mato e as paredes passaram a descascar.
Fotos divulgadas pela imprensa mostraram um cenário de ruína que contrastava com o esplendor de outrora.
Dívidas e leilões fracassados
Além da deterioração física, a mansão se tornou alvo de processos judiciais. A dívida milionária de IPTU e uma ação movida pela empresa WV Soluções Logísticas contra empresas ligadas ao ex-marido de Hebe, Lélio Ravagnani, levaram o imóvel a leilão.

Área de lazer abandonada e tomada pelo mato
Em 2024, o primeiro leilão fixou o lance mínimo em R$ 4,1 milhões, mas não houve interessados. Em nova tentativa, o valor foi reajustado para R$ 8,6 milhões, mas o imóvel segue sem comprador.
O tamanho da dívida e as condições de abandono têm afastado investidores.
O destino selado: demolição e condomínio
Com a falta de interessados e a deterioração avançada, a mansão entrou em processo de demolição. O terreno será aproveitado por construtoras para erguer um condomínio de alto padrão, seguindo a tendência de valorização imobiliária do Morumbi.
Para muitos fãs, a notícia da demolição é simbólica: marca o fim definitivo de um espaço associado à história da televisão brasileira.
O que a história da mansão revela
O caso da mansão de Hebe mostra como imóveis icônicos podem se tornar um problema após a morte de seus proprietários. Disputas judiciais, dívidas acumuladas e falta de preservação transformaram um símbolo cultural em escombros.
Mais do que um imóvel, a casa era parte da imagem pública de Hebe, conhecida por sua hospitalidade e alegria.
Sua destruição abre espaço para um novo empreendimento, mas também encerra uma era de memórias, risos e encontros que ajudaram a moldar o imaginário de gerações.
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