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Bolsonaro volta à Paulista para enfrentar STF e testar apoio político em meio a risco de prisão

Com o lema “Justiça já”, manifestação deste domingo (29) marca momento decisivo para o ex-presidente, que é réu por tentativa de golpe e tenta manter sua força eleitoral

Ato Bolsonarista
(Foto: Captura de tela/ X)

Nova ofensiva contra o Supremo expõe momento crítico

Bolsonaro volta à Paulista neste domingo (29) para liderar uma nova manifestação com apoiadores. O ato, marcado para as 14h, ocorre no momento em que o Supremo Tribunal Federal abriu prazo para as alegações finais no processo em que o ex-presidente é acusado de liderar uma tentativa de golpe de Estado.

Mesmo inelegível até 2030, ele tenta demonstrar que ainda possui força eleitoral e influência suficiente para ditar os rumos da direita em 2026.

Diferente da manifestação de abril, que pedia anistia aos condenados do 8 de janeiro, o foco agora é atacar o processo no STF. O slogan “Justiça já” foi escolhido para reforçar a narrativa de perseguição, num discurso que já vem sendo repetido por Bolsonaro e seus aliados nas redes sociais.

Discursos buscam reação popular e fidelidade de aliados

A convocação reuniu novamente nomes de peso do campo conservador. Estão previstos discursos de Michelle Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, Nikolas Ferreira, Bia Kicis, Gustavo Gayer, Magno Malta e Marco Feliciano, além do pastor Silas Malafaia, que organizou o ato.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, também é presença confirmada no palanque.

Outros governadores, no entanto, recuaram. Romeu Zema, Jorginho Mello e Cláudio Castro devem comparecer, mas sem garantias de que discursarão. Malafaia afirmou que “Zema discursa se quiser”, em uma frase interpretada como pressão para que os aliados demonstrem fidelidade em público.

Queda de público acende alerta 

Apesar do esforço para reunir multidões, os números mostram perda de adesão. Em fevereiro de 2023, Bolsonaro atraiu 185 mil pessoas à Avenida Paulista.

Já no último ato, em abril, foram 44,9 mil. Outros eventos menores, como os do Rio e Copacabana, também tiveram queda significativa de público.

A tentativa, agora, é resgatar parte desse apoio com um discurso de enfrentamento. Bolsonaro deve criticar diretamente o ministro Alexandre de Moraes e atacar a decisão do STF que revogou o artigo 19 do Marco Civil da Internet usada por seus aliados como símbolo da suposta “censura institucionalizada” contra conservadores.

Aposta em narrativa de perseguição

Além das críticas abertas ao Judiciário, os discursos devem mencionar as inconsistências na delação de Mauro Cid, figura central no processo que atinge Bolsonaro. Malafaia classificou a denúncia como frágil e afirmou que Moraes estaria usando “cortinas de fumaça” para esconder as falhas da acusação.

O ex-presidente quer transformar o ato deste domingo em um marco político. Mesmo fora das urnas, Bolsonaro aposta que sua influência pode definir o candidato da direita em 2026 e, ao manter a mobilização ativa, tenta preservar o protagonismo que construiu desde que deixou o Planalto.

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