Juliana Marins, de 26 anos, foi encontrada morta após quatro dias desaparecida em uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia. A jovem brasileira, natural de Niterói (RJ), fazia mochilão sozinha pela Ásia desde fevereiro e sofreu o acidente na última sexta-feira (20), ao se afastar do grupo com o qual caminhava.
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Ela caiu de um penhasco de cerca de 300 metros e ficou presa em uma fenda de difícil acesso. Amigos relataram que Juliana chegou a pedir socorro, mas as equipes de resgate demoraram para iniciar uma operação efetiva — o que pode ter sido decisivo para o desfecho trágico.
A espera que terminou em tragédia
No dia do acidente, turistas estrangeiros utilizaram um drone para localizar Juliana. Eles entraram em contato com a família, que logo iniciou mobilização para resgatá-la. Durante dias, no entanto, as informações repassadas pelas autoridades locais foram desencontradas.
Chegou-se a dizer que Juliana havia recebido cobertores e comida, mas a própria embaixada do Brasil na Indonésia confirmou depois que isso nunca aconteceu. Quando os socorristas conseguiram finalmente acessar o local, ela já estava sem vida.
Percurso perigoso e histórico de acidentes
A trilha onde Juliana caiu é considerada uma das mais arriscadas da Indonésia. Só no último ano, foram 60 acidentes registrados na área do Parque Nacional do Monte Rinjani. Desde 2019, pelo menos oito pessoas morreram nesse mesmo trecho.
Mesmo assim, o local continua recebendo turistas com pouco suporte de segurança. A família da jovem e ativistas de turismo consciente vêm cobrando melhorias urgentes na estrutura da trilha e nos protocolos de resgate do país asiático.
Quem era Juliana Marins
Formada em Publicidade pela UFRJ, Juliana havia trabalhado em canais da Globo, em agências e no evento Rio2C. Ela também era praticante de pole dance e apaixonada por esportes e viagens. No Instagram, compartilhava experiências e incentivava mulheres a viajar sozinhas.
Sua morte gerou comoção entre celebridades, jornalistas e seguidores. O Itamaraty lamentou publicamente o ocorrido, e autoridades de Niterói e do Rio de Janeiro se manifestaram em solidariedade à família.
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