Você sente coceira insistente nas palmas das mãos ou solas dos pés, principalmente à noite ou em dias quentes? Para muitas pessoas, esse desconforto é confundido com alergias ou pele seca, mas pode ser o primeiro sintoma de uma doença hepática autoimune chamada colangite biliar primária (PBC).
O problema está no acúmulo da bile dentro do fígado, que provoca uma inflamação silenciosa e progressiva. E o mais preocupante: esse sintoma costuma surgir anos antes de qualquer alteração nos exames de sangue.
Entenda o que está por trás do sintoma
Na PBC, o próprio sistema imunológico começa a atacar os ductos biliares. Isso bloqueia o fluxo da bile, que se acumula no fígado e agride o órgão lentamente. A condição afeta principalmente mulheres de meia-idade e pode evoluir para cirrose se não for diagnosticada precocemente.
Dados indicam que entre 50% e 80% das pacientes com PBC apresentam coceira intensa em algum momento principalmente em ambientes quentes, sob estresse ou contato com tecidos como lã.
Por que a coceira costuma ser ignorada?
Muitas pacientes acreditam que a coceira é um incômodo dermatológico. Médicos também nem sempre registram esse sintoma nos prontuários, o que atrasa ainda mais o diagnóstico. Estudo publicado no BMJ Open Gastroenterology mostrou que mais da metade dos casos de prurido em PBC são subnotificados, mesmo quando relatados pelas pacientes.
O diagnóstico pode demorar, mas é possível antecipar sinais
Com exames de sangue simples, como a dosagem de enzimas hepáticas e pesquisa de anticorpos AMA, é possível identificar precocemente a doença. Outros sinais de alerta incluem:
- Fadiga intensa e persistente
- Urina escura e intolerância a gorduras
- Deficiência de vitaminas A, D, E e K
- Depósitos de colesterol na pele (xantomas)
Existe tratamento para a PBC e para o sintoma da coceira
O tratamento de base inclui medicamentos como o ursodeoxicólico (UDCA) e, nos casos mais graves, o ácido obeticólico. Já para controlar o prurido, os especialistas indicam colestiramina, rifampicina e até antidepressivos em casos resistentes. Há também novos medicamentos como seladelpar e elafibranor, que vêm sendo aprovados para uso combinado.
Além disso, mudanças no estilo de vida, como exercícios regulares, dieta mediterrânea e vacinação contra hepatites, ajudam a preservar a saúde do fígado por mais tempo.
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