O pastor Silas Malafaia, incluído recentemente em um inquérito da Polícia Federal (PF) que também envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro, divulgou um vídeo em suas redes sociais nesta quinta-feira (14) com críticas diretas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Visivelmente exaltado, Malafaia acusou o magistrado e a PF de promoverem perseguição política e afirmou que não vai se intimidar.
A gravação foi publicada horas depois de vir à tona a informação de que ele está sendo investigado por suposta obstrução de Justiça, no âmbito de uma apuração sobre possíveis ataques ao Estado Democrático de Direito.
SILAS MALAFAIA! Investigado pela Polícia Federal. pic.twitter.com/Z6Y3QXsQ7R
— Silas Malafaia (@PastorMalafaia) August 15, 2025
“Estamos vendo perseguição”, diz Malafaia
No vídeo, Malafaia eleva o tom e afirma que a Polícia Federal estaria atuando de forma abusiva. “Nós estamos vendo a Polícia Federal promovendo perseguição, isso aqui é o quê?”, questiona. Em seguida, compara a situação à realidade política de regimes autoritários: “Isso aqui está caminhando para a venezuelização, onde o cidadão não pode criticar autoridade”.
As declarações provocaram ampla repercussão nas redes sociais, com apoiadores defendendo sua liberdade de expressão e críticos acusando-o de atacar as instituições.
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Pastor afirma que não teme investigações
Ainda durante a gravação, Malafaia reforçou que não vai se calar diante do processo. “Eu não vou me calar, eu não tenho medo de vocês!”, disse, olhando diretamente para a câmera. Ele também sugeriu que está sendo alvo por conta de seu posicionamento político e religioso.
Contexto da investigação
Silas Malafaia foi incluído no inquérito a pedido da Procuradoria-Geral da República, com autorização do ministro Alexandre de Moraes. A investigação apura suspeitas de que ele teria atuado para interferir no andamento de processos e constranger autoridades. Até agora, a PF tentou intimá-lo, mas não conseguiu localizá-lo para prestar depoimento.
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