A psicóloga e ex-atriz global Suzy Camacho, de 64 anos, foi indiciada pela Polícia Civil de São Paulo sob a acusação de desviar mais de R$ 42 milhões do empresário Farid Curi, com quem foi casada por quase dez anos.
O inquérito aponta que ela teria se aproveitado da condição física e mental debilitada do ex-marido para assumir o controle total de seu patrimônio.
Farid, um dos fundadores da rede Atacadão, morreu em setembro de 2022 aos 85 anos. Desde então, os filhos do empresário têm buscado justiça, alegando que Suzy manipulou o ex-marido para se beneficiar financeiramente enquanto ele ainda estava vivo.
Controle total e movimentações suspeitas
Segundo a investigação, Suzy afastou os filhos de Farid e uma funcionária de confiança, centralizando a gestão financeira do empresário em nome de seu irmão, Pompilio Camacho.
A partir disso, a polícia identificou uma série de transações suspeitas, incluindo:
- Saques em espécie
- Doações a familiares
- Transferências para o exterior incompatíveis com a renda
- O relatório policial detalha movimentações bancárias que superam R$ 42 milhões, com destaque para contas em Mônaco e Miami e uma transferência de US$ 450 mil a partir das Bahamas.
Suzy também teria comprado um imóvel de R$ 2,4 milhões de uma empresa falida e doado quase R$ 1 milhão a parentes.
Os investigadores ainda apontam o uso de laranjas para tentar ocultar a origem dos valores.
Estatuto do Idoso e separação total de bens
Casados entre 2013 e 2022 sob o regime de separação total de bens, Suzy e Farid mantinham um relacionamento que, segundo a polícia, foi marcado por controle e manipulação.
A ex-atriz foi indiciada por violar dispositivos do Estatuto do Idoso, incluindo apropriação de bens e negligência.
Defesa alega armação
A defesa de Suzy Camacho nega todas as acusações e afirma que a psicóloga é vítima de uma “grande armação” orquestrada pelos filhos do empresário, movidos por “ganância”.
O advogado da ex-atriz diz confiar na Justiça e na reversão do indiciamento.
Já os representantes legais dos herdeiros de Farid Curi afirmam confiar plenamente no trabalho técnico da Polícia Civil e do Ministério Público, e esperam responsabilização exemplar para o caso.





















































