O influenciador digital Hytalo Santos foi preso nesta sexta-feira (15) em Carapicuíba, na Grande São Paulo, durante uma operação conjunta que investiga crimes de exploração e exposição de menores.
A ação reuniu o Ministério Público da Paraíba (MPPB), o Ministério Público do Trabalho (MPT), as polícias civis da Paraíba e de São Paulo, além da Polícia Rodoviária Federal.
A prisão foi decretada pela 2ª Vara da Comarca de Bayeux, que também expediu mandados contra o marido de Hytalo, Israel Nata Vicente. Ambos são suspeitos de criar e divulgar conteúdos nas redes sociais envolvendo adolescentes em situações de cunho sexual.
⏯️ Vídeo mostra momento em que Hytalo Santos e marido são presos
O influencer Hytalo Santos foi preso na manhã desta sexta-feira (15/8) suspeito crimes de tráfico humano e exploração sexual infantil, em São Paulo. Vídeo mostra o momento em que ele e o marido foram presos.
— Metrópoles (@Metropoles) August 15, 2025
Acusações incluem exploração sexual e tráfico humano
De acordo com o MPPB, as investigações indicam que menores de idade teriam participado de vídeos com gestos sexualizados, consumo de bebidas alcoólicas e até topless em festas. Há suspeita de que as famílias dos adolescentes tenham recebido benefícios como pagamento de aluguel, mensalidades escolares e celulares em troca da participação dos jovens.
A apuração também investiga indícios de tráfico humano e trabalho infantil artístico irregular.
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Justiça impôs bloqueios e medidas cautelares
Antes da prisão, a Justiça já havia determinado o bloqueio das redes sociais de Hytalo e a desmonetização de vídeos com a presença de menores. Ele também foi proibido de manter contato com os adolescentes citados na investigação.
Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em João Pessoa, onde computadores e celulares foram recolhidos para análise.
Caso ganhou repercussão após denúncias
A investigação teve início a partir de denúncias anônimas recebidas pelo Disque 100. O caso ganhou destaque nacional após o youtuber Felca publicar um vídeo sobre “adultização infantil” nas redes, citando Hytalo como exemplo. A repercussão aumentou a pressão de entidades e políticos por medidas rápidas para proteger as vítimas.
A investigação segue em andamento, e os envolvidos devem ser ouvidos nos próximos dias.
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