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Mãe de jovem que morreu após comer bolinho envenenado passa a ser investigada após confissão do padrasto

SSP afirma que mulher comprou o veneno a pedido do companheiro, mas ainda não há provas de que sabia da intenção criminosa

(Foto: Reprodução)

A mãe de Lucas da Silva Santos, jovem de 19 anos que morreu após comer bolinhos de mandioca envenenados, passou a ser investigada pela Polícia Civil. A nova linha de apuração surgiu após o padrasto do rapaz, Ademilson Ferreira dos Santos, confessar que foi o responsável por envenenar o alimento.

Segundo informações da Secretaria da Segurança Pública (SSP), a mulher teria comprado o “chumbinho” — veneno altamente tóxico — a pedido de Ademilson. No entanto, até o momento, não há elementos que comprovem que ela sabia que o produto seria usado para cometer um homicídio.

Ademilson está preso temporariamente e deverá responder por homicídio qualificado.

Relembre o caso

No sábado (12), Lucas, sua mãe e o padrasto comeram bolinhos de mandioca por volta das 20h. Apesar de todos terem ingerido o alimento, apenas o jovem passou mal. Ele foi levado para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde foi constatado o envenenamento.

Inicialmente, Ademilson tentou culpar a própria irmã, Cláudia Pereira dos Santos, que preparou os bolinhos. Mas, de acordo com a delegada Liliane Doretto, responsável pelo caso, foi o próprio padrasto quem entregou os alimentos aos familiares.

Prints entregues por pastor revelam comportamento

As investigações ganharam novo rumo após um pastor da igreja frequentada por Lucas entregar à polícia prints de uma conversa com Ademilson. Nas mensagens, o padrasto se mostrava incomodado com o comportamento do jovem, que manifestava o desejo de sair de casa.

“O próprio Ademilson escreveu dizendo que não aguentava mais aquela conduta indisciplinada do Lucas, diga-se entre aspas, indisciplinada, porque ele não queria mais viver na casa”, relatou a delegada.

Segundo ela, o padrasto demonstrava um padrão de comportamento controlador. “Ele mantinha um comportamento diferente com o enteado Lucas, e esse padrão se repetiu quando soube que o menino planejava sair de casa”, completou Doretto.

Morte após 10 dias internado

Lucas não resistiu ao envenenamento e morreu no domingo (20), após dez dias internado no Hospital de Urgência de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. O jovem foi sepultado nesta terça-feira (22), sob forte comoção.

A Polícia Civil agora tenta esclarecer se a mãe agiu de forma ingênua ao comprar o veneno ou se teve conhecimento da intenção homicida do companheiro.

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