Uma mulher precisou ser internada em Blumenau, no Vale do Itajaí (SC), após ser picada por uma aranha-marrom, considerada uma das espécies mais perigosas do Brasil.
Segundo o Corpo de Bombeiros, a picada teria ocorrido na segunda-feira (30), mas o atendimento foi feito apenas no dia seguinte, quando os socorristas constataram uma área de necrose no mamilo direito da vítima.
Apesar da lesão, ela estava consciente, orientada e conseguia se locomover normalmente. No entanto, como os sinais vitais estavam alterados, os bombeiros decidiram encaminhá-la imediatamente ao Hospital Santo Antônio. Até o momento, não há atualização sobre seu estado de saúde.
A aranha-marrom, também conhecida como aranha-violino, é discreta e tem hábitos noturnos. Com frequência, ela se esconde em locais escuros e pouco movimentados, como frestas de parede, atrás de móveis, dentro de roupas, toalhas ou calçados.
Sua picada costuma ser indolor no início, o que pode levar à subestimação do risco. Nas horas seguintes, porém, é comum o surgimento de manchas roxas, bolhas e necrose da pele. Em casos mais graves, o veneno pode provocar hemólise intravascular — processo que destrói as células vermelhas do sangue — e levar à insuficiência renal aguda.
Diante da suspeita de picada, especialistas recomendam lavar o local com água e sabão, evitar o uso de remédios caseiros e procurar atendimento médico imediatamente.
Se possível, a aranha deve ser capturada com segurança para identificação. Para prevenir acidentes, é importante verificar roupas e calçados antes de usá-los, afastar móveis das paredes, vedar frestas e buracos em casa, além de manter limpos os locais escuros e pouco acessados.





















































