O pastor Silas Malafaia passou a ser alvo da Polícia Federal em um inquérito que investiga suposta obstrução de Justiça e outros crimes relacionados a aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A decisão foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após solicitação da Procuradoria-Geral da República (PGR).
A investigação apura se Malafaia teria atuado para atrapalhar o andamento de processos, especialmente aqueles ligados a apurações sobre ataques ao Estado Democrático de Direito. Além dele, o inquérito também mira o ex-presidente Jair Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e outros aliados próximos.
Suposta interferência e articulação de apoio
Segundo a PF, Malafaia teria exercido influência e articulação política em defesa de investigados, podendo ter contribuído para desviar o foco de apurações em andamento. A suspeita é de que ele tenha incentivado atos e discursos que visavam constranger autoridades e criar pressão pública contra as investigações.
A inclusão de seu nome no inquérito foi formalizada após análise de indícios colhidos nos últimos meses. O caso está sob segredo de Justiça.
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Tentativas de intimação sem sucesso
A Polícia Federal tentou intimar Silas Malafaia para prestar depoimento, mas não conseguiu localizá-lo. O pastor afirmou, em entrevistas e nas redes sociais, que considera a investigação injusta e política. Ele também declarou que está disposto a se apresentar, mas criticou a forma como seu nome foi citado no processo.
Investigação de longo alcance
O inquérito em que Malafaia foi incluído é parte de uma série de investigações mais amplas conduzidas pela PF, que envolvem suspeitas de tentativa de golpe e articulações para abalar o funcionamento das instituições democráticas. Jair Bolsonaro e outros aliados já haviam sido citados em etapas anteriores.
O STF e a PGR ainda não informaram quando Malafaia será ouvido formalmente. Até lá, a expectativa é de que novas diligências sejam realizadas para aprofundar as apurações.
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