A Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (SEAPE/DF) identificou “pontos cegos” no monitoramento da tornozeleira eletrônica usada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O problema foi relatado em ofício enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), que levou o ministro Alexandre de Moraes a determinar novas medidas de vigilância.
Segundo o documento, imóveis vizinhos nas laterais e fundos da residência prejudicam a eficácia do equipamento.
Além disso, a SEAPE informou que a tornozeleira pode apresentar falhas em locais como subsolos, prédios que funcionam como “gaiola de Faraday”, zonas sem cobertura de rádio, aviões ou até em contato com água.
O uso de bloqueadores de sinal ou até o envelopamento com papel alumínio também comprometem o funcionamento do dispositivo.
Diante desse cenário, Moraes determinou o monitoramento presencial da área externa da casa, com atenção às divisas do terreno, e a vistoria de todos os veículos que saírem do local, incluindo o porta-malas.
Os procedimentos deverão ser registrados diariamente pela Polícia Penal do DF.
A Polícia Federal (PF) já havia alertado para o risco de fuga e a necessidade de acompanhamento constante. A Procuradoria-Geral da República (PGR) também manifestou preocupação, defendendo controle da área externa, especialmente nos pontos descobertos e vulneráveis da residência.
A decisão está vinculada ao Inquérito 4.995, que investiga a atuação do deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos em busca de apoio político junto ao governo Donald Trump.
Segundo a PGR, Jair Bolsonaro teria financiado as ações do filho e seria um dos principais beneficiados.
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