IBGE Archives - Todas as Notícias https://todasasnoticias.com.br/tag/ibge/ Você pode dentro de tudo que está acontecendo Thu, 02 Oct 2025 12:33:24 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://i0.wp.com/todasasnoticias.com.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-91529792-b223-4aed-a3cb-9986dbfe9897.png?fit=32%2C32&ssl=1 IBGE Archives - Todas as Notícias https://todasasnoticias.com.br/tag/ibge/ 32 32 209477406 IBGE abre novo concurso público com 9.500 vagas e salário de R$ 4 mil https://todasasnoticias.com.br/ibge-abre-novo-concurso-publico-com-9-500-vagas-e-salario-de-r-4-mil/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=ibge-abre-novo-concurso-publico-com-9-500-vagas-e-salario-de-r-4-mil Thu, 02 Oct 2025 12:33:24 +0000 https://todasasnoticias.com.br/?p=5177 Auxílio-alimentação, auxílio-transporte e auxílio pré-escolar, fazem parte da lista de benefícios

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Alô concurseiros de plantão! O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) acaba de anunciar um dos concursos públicos mais aguardados do ano: 9.580 vagas temporárias estão sendo ofertadas para cargos de Agente de Pesquisas e Mapeamento e Supervisor de Coleta e Qualidade, uma oportunidade que movimenta o mercado e abre portas para quem busca estabilidade e inserção no serviço público.

IBGE abre novo concurso público com 9.500 vagas e salário de R$ 4 mil

Embora algumas notícias mencionem “9.500 vagas”, o número oficial divulgado pela banca organizadora é de 9.580 oportunidades. Desse total, cerca de 8.480 vagas serão para Agente de Pesquisas e Mapeamento, enquanto 1.100 vagas são destinadas ao cargo de Supervisor de Coleta e Qualidade.

O salário para Agente de Pesquisas e Mapeamento é de R$2.676,24 e para  Supervisor de Coleta e Qualidade o valor chega a R$ 4.379, além de benefícios, como, auxílio-alimentação, auxílio-transporte e auxílio pré-escolar, o que motiva muitos candidatos a se prepararem com empenho.

As vagas serão distribuídas em 530 municípios espalhados por diferentes estados do país. Essa ação reforça a importância do concurso para fortalecer o IBGE em bases regionais e garantir capilaridade no trabalho de coleta de dados e censos territoriais.

O concurso temporário do IBGE costuma atrair grande número de inscritos, por oferecer uma alternativa para quem busca emprego público de forma rápida. Há muita competitividade, e os candidatos devem estar atentos ao cronograma oficial, às provas objetivas e avaliações práticas ou de experiência, dependendo do cargo.

Assim, essa abertura de vagas pelo IBGE reafirma o papel estratégico de institutos públicos para a produção de dados oficiais e estatísticas do Brasil.

Para os candidatos os candidatos que desejam se inscrever, fiquem atentos ao site oficial do IBGE para mais informações.

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Pequena cidade no interior supera São Paulo em renda e vira referência em qualidade de vida https://todasasnoticias.com.br/pequena-cidade-no-interior-supera-sao-paulo-em-renda-e-vira-referencia-em-qualidade-de-vida/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=pequena-cidade-no-interior-supera-sao-paulo-em-renda-e-vira-referencia-em-qualidade-de-vida Sat, 27 Sep 2025 14:32:03 +0000 https://todasasnoticias.com.br/?p=5079 Com menos de 5 mil habitantes, Gavião Peixoto tem o maior salário médio de SP e foi eleita a melhor cidade para viver no Brasil em 2025

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No coração do interior paulista, Gavião Peixoto chama atenção por um feito raro. Com apenas 4.702 habitantes, o município ostenta a maior média salarial do estado de São Paulo e ainda conquistou, em 2025, o título de melhor cidade para se viver no Brasil, segundo o Índice de Progresso Social (IPS).

De acordo com o Censo 2022 do IBGE, os trabalhadores formais da cidade recebem, em média, 5,2 salários mínimos por mês. A marca supera a própria capital paulista, onde a média é de 4,4, além de ficar acima do índice estadual (3,4) e nacional (menos de 3).

Qualidade de vida acima da média

A avaliação que garantiu a liderança nacional analisou critérios como saúde, educação, moradia, meio ambiente e oportunidades. Gavião Peixoto alcançou 73,26 pontos de 100 possíveis, enquanto a média do Brasil foi de 61,9.

Na disputa entre municípios com até cinco mil moradores, o pequeno município paulista superou 1.288 cidades, consolidando-se como modelo de bem-estar e desenvolvimento.

Embraer como motor da economia

Grande parte desse salto está ligado à presença da Embraer, terceira maior fabricante aeroespacial do mundo, que instalou no município, nos anos 2000, seu principal centro de ensaios em voo.

No local, também são produzidas aeronaves como o Super Tucano, o Gripen e o cargueiro militar C-390 Millennium. A operação da companhia atraiu profissionais qualificados, ampliou investimentos e gerou empregos de alta renda, mudando por completo a realidade local.

Crescimento com equilíbrio

Mais do que salários altos, Gavião Peixoto conseguiu manter um desenvolvimento equilibrado. A cidade soma bons índices de infraestrutura, serviços públicos em expansão e baixo nível de desigualdade social.

Pequena em população, mas gigante em resultados, tornou-se exemplo de como especialização e planejamento podem transformar uma comunidade em referência nacional de qualidade de vida.

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Maria e José? IBGE lista os 10 nomes mais populares no Brasil https://todasasnoticias.com.br/maria-e-jose-ibge-lista-os-10-nomes-mais-populares-no-brasil/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=maria-e-jose-ibge-lista-os-10-nomes-mais-populares-no-brasil Sat, 19 Jul 2025 21:45:30 +0000 https://todasasnoticias.com.br/?p=4184 Dados do Censo mostram que nomes tradicionais seguem firmes entre os brasileiros, mesmo com novas tendências ganhando força nos registros de recém-nascidos

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou dados atualizados sobre os nomes mais comuns registrados no país. O levantamento, que faz parte do projeto “Nomes no Brasil” e tem como base o Censo Demográfico de 2022, mostra que os nomes Maria e José continuam liderando o ranking nacional.

Segundo os dados, Maria é o nome mais popular do Brasil, com cerca de 11,7 milhões de registros. Em seguida aparece José, com aproximadamente 5,75 milhões de pessoas batizadas com esse nome. A predominância de ambos está diretamente ligada à forte tradição religiosa e cultural presente no país.

Os 10 nomes mais populares

O ranking dos dez nomes mais comuns no Brasil, considerando homens e mulheres de todas as idades, é o seguinte:

  • Maria – 11,7 milhões
  • José – 5,75 milhões
  • Ana – 3,09 milhões
  • João – 2,98 milhões
  • Antônio – 2,57 milhões
  • Francisco – 1,77 milhões
  • Carlos – 1,49 milhões
  • Paulo – 1,42 milhões
  • Pedro – 1,22 milhões
  • Lucas – 1,13 milhões

Esses nomes estão presentes em todas as regiões do país, com variações de frequência e combinações compostas, como Maria Aparecida, João Paulo, Ana Clara e José Carlos.

Tradição e influência cultural

Especialistas apontam que a permanência desses nomes no topo da lista reflete fatores como a influência da religião, especialmente a católica, e a tradição de homenagear parentes mais velhos, como avós e bisavós. Nomes bíblicos e de santos também continuam sendo uma escolha recorrente entre os brasileiros.

Outro ponto destacado é a presença constante desses nomes em personagens da cultura popular, novelas, literatura e música, o que contribui para mantê-los na memória coletiva e nas preferências das famílias.

Nomes atuais mostram mudanças de tendência

Apesar da força dos nomes tradicionais entre a população geral, os dados mais recentes dos cartórios apontam uma mudança nas preferências dos pais na hora de registrar recém-nascidos. Em 2024, nomes como Helena, Alice, Maite e Cecília figuraram entre os mais escolhidos para meninas. Já entre os meninos, Miguel, Gael, Ravi, Theo e Noah lideraram os registros.

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IBGE lança mapa-múndi invertido, com o Sul no topo https://todasasnoticias.com.br/ibge-lanca-mapa-mundi-invertido-com-o-sul-no-topo/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=ibge-lanca-mapa-mundi-invertido-com-o-sul-no-topo Sat, 10 May 2025 19:39:21 +0000 https://todasasnoticias.com.br/?p=865 Nova representação é lançada no ano em que país preside Brics

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) lançou nesta semana o mapa-múndi oficial, de forma invertida, que novamente tem o Brasil no centro do mundo, mas que agora traz uma nova perspectiva em que o Sul aparece no topo da imagem.

O lançamento é feito no ano em que o país tem ativa participação nos debates e perspectivas do Sul Global e do cenário mundial, em especial por presidir o Brics e o Mercosul e receber a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém, na Amazônia.

O novo mapa também traz destacados os países que compõe o Brics, o Mercosul, os países de língua portuguesa e do bioma amazônico, a cidade do Rio de Janeiro, como capital do Brics, a cidade de Belém, como capital da COP30, e o Ceará como sede do Triplo Fórum Internacional da Governança do Sul Global – Novos Indicadores e Temas Estratégicos para o Desenvolvimento e a Sustentabilidade na Era Digital, em junho, em Fortaleza.

Em vídeo publicado no site do IBGE, a diretora de Geociências do instituto, Maria do Carmo Dias Bueno, afirmou que o Sul apontado para cima e o Norte apontado para baixo do mapa não constituem erro ou engano.

“Foi proposital. Afinal de contas, o apontamento dos pontos cardeais é uma convenção cartográfica e não se constitui em um erro técnico. Aliás, alguns estudiosos apontam essa questão da convenção norte-sul com tendo alguns vieses. Por exemplo, temos um viés sutil em que algumas pessoas, ao verem um mapa, com o Norte apontado para cima, atribuem questões boas e valores mais ricos a coisas que estão localizadas na parte superior do mapa. E, ao mesmo tempo atribuem coisas ruins, valores mais baixos de imóveis, e pobreza, a coisas relacionadas no mapa na porção inferior, ou seja, na porção sul do mapa”, afirmou Maria.

Segundo a diretora, há também um viés político relacionado a essa questão Norte-Sul.

“Como historicamente os primeiros mapas foram feitos majoritariamente por europeus, atribui-se a colocação da Europa na parte superior do mapa como uma questão de reforço da superioridade da Europa em relação aos países localizados na porção sul. Isso, na verdade, trouxe protestos dos países do Sul, principalmente dos latino-americanos. Gostaria de enfatizar que mapas são representações do mundo real. Os mapas podem ser bonitos ou feios, podem ser simples ou mais complexos, mas são sempre representações”, disse.

O diretor da Associação dos Geógrafos Brasileiros Seção Rio de Janeiro e professor do Departamento de Geografia e do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Faculdade de Formação de Professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Luis Henrique Leandro Ribeiro, lembrou que mapas são representações que expressam convenções, valores, visões de mundo e projetos.

“O mapa-múndi é, assim como outros, uma representação do mundo. Mapas também são convenções validadas pelos usos e aceitação de sociedades científicas, instituições de ensino, agências e órgãos públicos e privados, sobretudo, estatais. No Brasil, o IBGE é a instituição de maior referência e prestígio na elaboração e difusão de mapas. Recentemente publicou duas novas versões do mapa-múndi, uma com o Brasil no centro do mapa, e outra com essa mesma representação só que ‘invertida’. Ambos mantêm as projeções cartográficas usuais, mas adotando perspectivas distintas”, afirmou o geógrafo.

De acordo com Ribeiro, o fato de destacar cidades brasileiras com importantes eventos internacionais valoriza a posição e inserção altivas e de destaque do Brasil no cenário internacional e no contexto geopolítico atual de um mundo em ebulição, crises e transformações com disputas e, também, diálogos e concertações rumo a novos arranjos e relações internacionais.

“O mapa-múndi assim projetado gerou discussões e reflexões, mas, principalmente, ‘desnaturalizou’ e ‘descentrou’ perspectivas universalizantes e consagradas a partir de centros e países até então dominantes, abrindo novos caminhos para o Brasil e para o mundo a partir de novas representações e interesses geopolíticos. Afinal o centro do mundo está em todo lugar e, como nos ensinou o geógrafo Milton Santos, cada lugar é o mundo à sua maneira”, disse o pesquisador.

O professor Rafael Sânzio Araújo dos Anjos, do Departamento de Geografia da Universidade de Brasília (UnB), destaca que há 20 anos pesquisadores brasileiros já realizam mapas com essa nova perspectiva. “Em 2007, eu publiquei este mesmo mapa-múndi do IBGE pela UnB com um mundo de cabeça para baixo e um mundo com o Brasil no centro. A primeira constatação é que o IBGE está em um tempo, mas as pesquisas brasileiras estão em outro tempo. Isso mostra um gap. Esse mapa serve para a gente melhorar a nossa autoestima, é a autoestima da nação. O IBGE, ao trazer esta cartografia do Brasil no centro do mundo, mexendo no eixo Sul-Norte, é que dá oficialidade. Esse é o grande trunfo de uma publicação como essa, é oficial”, disse o cartógrafo.

O professor da UnB ressalta que as representações gráficas do mundo a partir do século 16 vão mostrar visões de terras conhecidas com os mapas orientados para o Polo Norte. “Os europeus nos impuseram o mapa a partir do século 16. A Europa moderna começa a fortalecer os seus estados. É quando ela inicia a diáspora e vai enriquecer com a África, com a América, com o Novo Mundo, e o Brasil está nesse bojo. As imagens aparecem como verdade. Desmistificar esse processo é muito importante. Uma boa maneira de fazer é mostrar uma outra imagem”, afirmou.

O professor do Instituto de Geografia da Uerj Leandro Andrei Beser lembra que mapas são meios de comunicação e que, ao longo da história, várias convenções foram tomadas como verdades ou como padrão e foram pouco questionadas. “Quando surge esse mapa-múndi clássico, em que a Europa está no centro, é um contexto em que a gente está falando da expansão marítima europeia com suas invasões. Ele tem o intuito de orientar as navegações. É uma visão eurocêntrica. Quando a gente consolida o sistema de ensino no século 19 e século 20, a gente acaba adotando esse mapa como padrão e ele acaba sendo inserido no sistema escolar. Virou o mapa oficial. Só que não há apenas essa maneira de representar o mundo. Essas escolhas dependem da visão de mundo do cartógrafo”, disse o pesquisador.

O cartógrafo destaca que o novo mapa-múndi quebra a visão colonialista e traz outras possibilidades de visão do mundo, levando para o mapa aqueles que foram invisibilizados, os países do Sul à margem do centro. “Esse mapa quer comunicar que o Brasil está hoje no centro do mundo em relação a inúmeras questões como líder do Brics, líder do Mercosul”, afirmou Beser.

Membros da Diretoria Executiva Nacional da Associação de Geógrafas e Geógrafos Brasileiros, o doutorando no Programa de Pós-Graduação em Geografia na Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade Estadual Paulista (FCT/Unesp) João Pedro Pereira Caetano de Lima e a pós-doutoranda em Geografia na FCT/Unesp Carolina Russo Simon dizem que é mais comum encontrar mapas mundiais na projeção de Mercator e Robinson. A projeção de Mercator foi elaborada em 1569 por Gerardus Mercator (1512-1594) e a de Robinson foi elaborada em 1963 por Arthur Robinson.

Segundo os pesquisadores, a primeira projeção feita por Mercator foi elaborada essencialmente para apoiar a navegação marítima na época das grandes navegações, sendo apoio como mapa náutico. Porém, distorce as dimensões quanto mais longe for da linha do Equador. Por exemplo, basta observar que, em mapas com esta projeção, a Groenlândia parece ter maior tamanho do que o continente africano, o que não é verdade. Já a projeção de Robinson foi elaborada para minimizar essas distorções mencionadas, apresentando um maior equilíbrio entre a forma e área dos continentes. Essa é inclusive, uma projeção muito utilizada em mapas mundiais para livros didáticos.

“A projeção escolhida pelo IBGE para seu novo mapa-múndi é a projeção de ECKERT III, apresentada por Max Eckert-Greifendorff (1868-1938) em 1906, uma projeção que faz parte de um conjunto de seis projeções. É esta que está sendo utilizada pelo IBGE, uma projeção cartográfica adequada para mapeamento temático do mundo, pois representa o globo de forma mais equilibrada, distorcendo áreas polares. Ressaltamos que toda e qualquer projeção cartográfica possuirá distorções e não conseguirá ser completamente fiel à forma dos países e às áreas de oceanos e continentes. Isto porque a Terra possui um formato geoidal (arredondado, esférico, ovalado) e, portanto, representar o equivalente a uma esfera em um plano reto necessitará de ajustes”, explicaram os geógrafos.

Lima e Carolina destacaram que a principal vantagem deste novo mapa do IBGE é deslocar o pensamento e centralizar a América Latina, na figura do Brasil, para reforçar um posicionamento político de liderança. “A orientação “de ponta-cabeça” é uma inspiração do mapa do artista uruguaio Joaquin Torres García (1874-1949), que criou um desenho de um mapa chamado ‘A América Invertida’, em 1943. Nesta obra de arte, ele propõe exatamente repensar a necessidade de ‘sulear’ nossa forma de pensar o mundo, como nos ensinou o educador Paulo Freire. Cabe lembrar que o planeta Terra não possui nenhuma orientação definida. Este mapa do IBGE nos provoca a pensar: por que é convencional o Norte estar na parte superior? Essa não é uma reposta simples”, argumentam os pesquisadores.

Os membros da Associação de Geógrafas e Geógrafos Brasileiros citam duas desvantagens desse novo mapa do IBGE. “O primeiro é sobre a capacidade de entendimento do mapa por parte dos leitores, uma vez que estamos habituados com o Norte para cima e a Europa ao centro. Em segundo, precisamos lembrar que mapas são ‘ferramentas dotadas de poder e são capazes de (re)escrever ordens mundiais’, para citar o geógrafo Yves Lacoste. Assim, entendendo a capacidade discursiva dos mapas, algumas lideranças podem não gostar desta representação, exatamente por expressar uma crítica a esta história colonial que sentimos na América Latina e, em especial, no Brasil”, ponderaram.

De acordo com Lima e Carolina, todo mapa reflete o interesse político de seu mapeador. Eles destacaram que os mapas não são neutros, são fruto da conjuntura política, econômica e social. Além disso, ressaltaram que os mapas marcam interesses hegemônicos para dominação e exploração de nações e, atualmente estas “peças de linguagem” estão sendo utilizadas como instrumentos de luta e de transformação social, transformando o ato de simplesmente se localizar geograficamente, para se posicionar no mundo. “Dessa forma, fica evidente que o novo momento histórico que vivemos e a negação da ciência com afirmações terraplanistas e de ataque à soberania nacional fazem com que o IBGE posicione o Brasil como protagonista deste novo mundo.”

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PIB de Goiás registra crescimento impulsionado principalmente pelo agro https://todasasnoticias.com.br/pib-de-goias-registra-crescimento-impulsionado-principalmente-pelo-agro/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=pib-de-goias-registra-crescimento-impulsionado-principalmente-pelo-agro Mon, 28 Apr 2025 00:40:31 +0000 https://todasasnoticias.com.br/?p=708 Informações constam no boletim mensal divulgado pelo Instituto Mauro Borges de Pesquisa e Política Econômica

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O Produto Interno Bruto (PIB) de Goiás registrou crescimento de 5,9% no mês de fevereiro de 2025, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. O resultado foi impulsionado, principalmente, pelo bom desempenho da agropecuária (15%) e indústria (3,4%). Em contrapartida, o setor de serviços apresentou retração de 4,5%.

As informações constam no boletim mensal divulgado pelo Instituto Mauro Borges de Pesquisa e Política Econômica (IMB). O documento aponta que os destaques no setor da indústria foram os serviços industriais de utilidade pública (7,6%), a construção civil (5,6%) e a indústria de transformação (2,2%).

Já o desempenho positivo na agropecuária foi impulsionado pelo aumento da produção de grãos no estado, especialmente soja e milho, conforme o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Entre as atividades de serviços, houve o crescimento expressivo nos transportes, serviços auxiliares aos transportes e correios (12,9%), nos serviços de informação e comunicação (2,9%) e nos serviços prestados às famílias (2,0%).

“O crescimento que observamos no PIB goiano é reflexo da força dos nossos setores produtivos e do compromisso do Governo de Goiás em fortalecer a nossa economia. Esse resultado gera mais oportunidades, emprego e qualidade de vida para toda a população”, destacou o secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima.

Variações

Na variação acumulada no ano, o PIB goiano cresceu 4,9%, com taxa positiva na agropecuária (15,3%) e indústria (2,3%). Já na variação acumulada nos últimos 12 meses, o crescimento foi de 3,3%, com crescimento nos setores de indústria (4,3%), serviços (2,8%) e agropecuária (1,2%).

Na comparação mensal, com ajuste sazonal, o PIB de Goiás apresentou alta de 1,1% em fevereiro em relação a janeiro de 2025.

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