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Trajetória de Francisco Cuoco, um dos maiores atores do Brasil que morreu aos 91 anos

Galã de novelas históricas e referência da teledramaturgia nacional, artista faleceu nesta quinta-feira (19) em São Paulo

Francisco Cuoco
(Foto: Reprodução)

O ator Francisco Cuoco, um dos maiores nomes da história da televisão brasileira, morreu aos 91 anos nesta quinta-feira (19). Ícone da dramaturgia, ele ficou eternizado por seus papéis como galã e protagonista em novelas que marcaram gerações, como Pecado Capital, O Astro, Selva de Pedra e O Sétimo Sentido. A informação foi confirmada pela família ao jornal Folha de S. Paulo.

Cuoco estava internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, e enfrentava complicações de saúde relacionadas à idade. A causa da morte não foi divulgada oficialmente, mas ele tratava uma infecção decorrente de um ferimento. O ator deixa três filhos — Tatiana, Rodrigo e Diogo — e netos.

Nascido na capital paulista, Francisco Cuoco era filho de imigrantes italianos e teve uma infância simples no bairro do Brás. Trabalhou com o pai, um feirante, durante o dia e estudava à noite, sonhando inicialmente em seguir carreira no Direito. No entanto, desde pequeno já demonstrava interesse pela interpretação, encantado com os circos que se apresentavam perto de casa. Seu fascínio pelo palco o levou à Escola de Arte Dramática de São Paulo, onde estudou por quatro anos, antes de entrar para companhias teatrais importantes, como o Teatro Brasileiro de Comédia e o Teatro dos Sete.

No teatro, destacou-se em peças como O Beijo no Asfalto, de Nelson Rodrigues, e foi premiado em 1964 como melhor ator coadjuvante pela peça Boeing-Boeing, segundo a APCA. Sua estreia na televisão aconteceu na TV Tupi, no Grande Teatro Tupi, e logo ganhou destaque, fazendo parcerias marcantes com atrizes como Regina Duarte, com quem atuou em diversas produções de sucesso.

Na TV Globo, sua trajetória foi ainda mais brilhante. Atuou em clássicos como Assim na Terra Como no Céu (1970), O Cafona (1971), Selva de Pedra (1972), O Astro (1977), Feijão Maravilha (1979), O Outro (1987), O Salvador da Pátria (1989), entre muitos outros. Seu papel como Carlão, o taxista de Pecado Capital (1975), é até hoje lembrado como um de seus personagens mais icônicos.

Embora tenha atuado menos no cinema, participou de filmes como Grande Sertão (1968), Tiração (1998), Gêmeas (1999), e também contracenou com Renato Aragão em Um Anjo Trapalhão (2000) e Didi, o Caçador de Tesouros (2006). No teatro, seu último trabalho foi em Real Beleza (2015).

Nos últimos anos, Cuoco passou a fazer participações especiais, mas seguiu ativo. Atuou em Cobras & Lagartos (2008), Passione (2010), O Astro (2011) — no remake da trama que o consagrou —, Sol Nascente (2016) e fez uma de suas últimas aparições em Salve-se Quem Puder (2020) e No Corre (2023).

Durante a pandemia, enfrentou um período difícil de reclusão e foi diagnosticado com depressão. Em entrevista a Pedro Bial, no programa Conversa com Bial, revelou que os filhos o ajudaram a superar esse momento. “Devagarinho, com ajuda dos filhos, eu fui me recuperando. Acho que hoje em dia estou bem melhor”, disse emocionado, acrescentando que ainda gostaria de voltar às telas.

Além da carreira de sucesso, Cuoco também viveu momentos pessoais marcantes. Foi casado com a atriz Carminha Brandão entre 1960 e 1964, e depois com Gina Rodrigues, com quem teve os filhos e manteve união até 1984. Teve ainda um relacionamento com a estilista Thaís Almeida, 53 anos mais jovem, entre 2014 e 2017.

Em 2020, enfrentou um processo de reconhecimento de paternidade movido pelo modelo Anthony Junior, mas um exame de DNA deu negativo. Também foi alvo de polêmica ao relatar uma desavença com a atriz Carolina Ferraz durante as gravações do remake de Pecado Capital. Anos depois, ambos atuaram novamente juntos em O Astro (2011) e, segundo Carolina, a situação foi superada.

Francisco Cuoco deixa um legado inegável para a cultura brasileira. Com elegância, talento e carisma, fez história na televisão, no teatro e na memória afetiva de milhões de brasileiros. Sua presença nas novelas será eternamente lembrada como símbolo de uma era dourada da TV.

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